As Psicoterapias Humanistas e Existenciais e o Pagamento em Dinheiro
Autoria: Guilherme da Silva Sant’Anna e Ana Maria Lopez Calvo de Feijoo
“Dinheiro compra até amor verdadeiro”, disse Nelson Rodrigues. Eis um pensamento polêmico, que instiga à reflexão para além de nos levar a concordar ou discordar. Na reflexão, acontece de estarmos mais dispostos a uma coisa ou outra, mas, ainda assim, reconhecermos alguma verdade no oposto. Isso porque, embora possa ser incômodo considerar que o amor verdadeiro seja comprável por dinheiro, parece um tanto irreal separar a influência do dinheiro nas nossas relações na contemporaneidade. É sobre esse conflito que se fundamenta “As psicoterapias humanistas e existenciais e o pagamento em dinheiro: qual é o preço da relação terapêutica?”, um livro no qual discutimos as concepções de relação terapêutica (as quais, muitas vezes, aproximam-se da noção de amor verdadeiro) articuladas a uma relação de pagamento em dinheiro, com suas características de objetificação e quantificação. No livro, os autores delineiam essa problemática, abordando criticamente um tema bastante naturalizado. O texto nos convida a pensar o paradoxo presente no interior da proposta de relação psicoterapêutica. Se, por um lado, há o pressuposto de uma aceitação incondicional e uma horizontalidade na relação cliente-psicoterapeuta, por outro, a relação pressupõe pagamento e, portanto, diferenças de poder. Ao fim, levantamos hipóteses sobre aquilo que está em jogo nessa relação, apontando para a ideia de que há uma medida da própria relação que precisa ser conquistada a cada vez.
1ª edição
Nº de páginas: 168













