É permitido Esquecer! Nietzsche e a clínica fenomenológico-existencial
Autor: Flávio Breno Cruz Formigosa
R$ 80,00
R$ 70,00
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“É permitido Esquecer! Nietzsche e a clínica fenomenológico-existencial”
Recorrer ao esquecimento, como o entende Friedrich Nietzsche, não anula por completo o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) como categoria diagnóstica e parâmetro de tratamento clínico. Contudo, ao lançar mão do pensamento do filósofo alemão, podemos problematizar o diagnóstico não apenas nos seus referenciais, como, inclusive, nas pressuposições causais implícitas nesse sobre tempo, memória e sofrimento existencial. Eis o principal tema deste livro “É permitido esquecer! Nietzsche e a clínica fenomenológico-existencial”, no qual o Flávio Breno Fomigosa apresenta a análise de uma prática psicoterápica de situação de suicídio relacionada a um trauma. Ao entender o esquecimento não como apagamento, mas como possibilidade de criação, Nietzsche nos indica que a pertinência do esquecimento, no âmbito da clínica, assemelha-se ao processo de cicatrização, no qual sua recuperação demonstra a fragilidade que nos marca, mas também as possibilidades de recomeços, até no que se apresenta como experiência de repetição. Para ilustrar a proximidade da noção de esquecimento nietzschiano com o processo de cicatrização de nossas marcas, mencionamos uma antiga técnica artística japonesa usada para reparação de cerâmicas quebradas, conhecida como kintsugi ( 金継ぎ). Nesse saber-fazer, o reagrupamento das partes quebradas passa a receber destaque propositalmente, isto é, para que as rachaduras não sejam algo a ser escondidas, entretanto destacadas. Para além de uma técnica de reparos e de ajustes, a sabedoria presente nesse recurso da arte reconhece a beleza na imperfeição sob uma estética que não oculta rachaduras, mas, ao contrário, enobrece-as, uma vez que salienta suas novas ligas, seus novos sentidos.
ISBN: 978-65-87456-13-3
















